Fim de ano na Serra Gaúcha
- amigasestradeiras
- 23 de jan.
- 14 min de leitura
Rio Grande do Sul – 29/12 a 02/01/26
E para encerrar o ano de 2025, escolhemos nos aventurar numa viagem de excursão, através da Moser Turismo, com destino para a Serra Gaúcha, mais precisamente para Bento Gonçalves. Embarcamos em Blumenau no dia 29 de noitinha, fazendo algumas paradas em outras cidades para pegar os demais passageiros e também para jantar, e chegamos no nosso destino às 7h da manhã do dia 30.
A janta aconteceu na Parada Graal de Barra Velha, que ainda não conhecíamos, mas gostamos bastante. Com ambiente amplo, bom atendimento e várias opções de comidas, nos deixou satisfeitas para seguir a longa viagem. O preço nesses lugares nunca é muito justo, mas ainda assim recomendamos.

Chegando em Bento Gonçalves, antes de começar os passeios, pudemos deixar as bagagens no hotel, mas ainda sem acesso aos quartos, e também já estava incluso um bom café da manhã por ali. E então, depois do desjejum, voltamos ao ônibus para dar início aos passeios do dia.
A cidade de Bento Gonçalves já foi conhecida como Colônia Dona Isabel e era município de Montenegro até 1890. Sua fundação aconteceu em 11 de outubro de 1890, hoje tem cerca de 125.000 habitantes e sua economia está baseada na vitivinicultura.
Primeiramente fomos conhecer o Vale dos Vinhedos, famoso roteiro de enoturismo daquela região, com belíssimas paisagens, infinitos parreirais, com vinícolas renomadas e também pequenas propriedades familiares, restaurantes e até um spa do vinho.
Começamos pela vinícola do Grupo Miolo, cuja história ali começou em 1897 com a chegada do fundador, que plantava uvas e fornecia para empresas da região. Na década de 80 começaram a investir na própria marca e em 1992 foi lançado o primeiro rótulo, dessa empresa que hoje conta com 4 vinícolas, cuja soma da produção alcança em média 10 milhões de litros por ano. Atualmente é uma das gigantes do mundo do vinho e referência em qualidade. Tivemos o privilégio de conhecer a loja nova, construída numa área linda, com belíssimo lounge e jardins. Os preços dos produtos variam desde dezenas até milhares de reais, ou seja, pra todos os gostos e bolsos.



Logo em frente à essa propriedade fica o Spa do Vinho, que é um complexo vitivinícola de luxo, que conta com hotel, vários restaurantes, terapias faciais e corporais, com experiências diversas para hóspedes e não hóspedes, como degustações, festas, jantares e momentos de relaxamento. Localizado no alto de uma colina, cercado pelos parreirais, tem adega com mais de 700 rótulos e deve proporcionar uma experiência fantástica pra quem visita. Não fez parte do nosso pacote, mas não poderíamos deixar de citar.

Nossa próxima visita foi na Vinícola Cave de Pedra, uma vinícola boutique abrigada num castelo todo construído em pedra basalto, que mantém a temperatura estável no seu interior. Foi fundada em 1997 e elabora um volume reduzido de vinhos e espumantes, sendo cerca de 45000 garrafas por safra, resultando em bebidas com excelência em qualidade. Tudo lá é lindo, desde o jardim, o castelo, a loja, até o parreiral no entorno.




Saindo ali do vale fomos ao Caminhos de Pedra, um roteiro de 12 km, considerado ‘museu vivo’, que conta a história da imigração italiana através da arquitetura, gastronomia e cultura. São centenárias casas de pedra, moinhos, cantinas coloniais, casas de doces, que retratam a forma de vida e a herança cultural desse povo que aqui chegou faz 150 anos.
Paramos para conhecer o Parque do Queijo, que é um complexo que conta com a Casa da Confecção, onde vendem peças de produção própria; a Casa do Queijo, que vende queijos, embutidos e outros produtos da região; uma antiga pipa de vinho gigante que foi transformada em casa; além de um parque temático para diversão das crianças. É possível adquirir ingressos para degustação de queijos e uma visita guiada que mostra sobre a produção dos mesmos, desde a ordenha até a maturação, em cenários lúdicos.




Logo adiante fica a Casa da Erva Mate Ferrari, no local onde funcionava o antigo moinho Cecconello de 1884. A erva-mate é uma planta muito comum na região, que já era consumida pelos índios e depois, os italianos além de absorverem o hábito de consumi-la, implantaram a tecnologia que permitiu a produção em larga escala. Na loja, que fica no porão da casa da família, datada de 1910, você encontra produtos relacionados à erva, souvenirs diversos e ainda pode aprender sobre o preparo da bebida. E além do cenário maravilhoso, também são oferecidas demonstrações do processo artesanal de produção da erva-mate. Inclusive, voltando a falar do cenário, ali foram gravadas cenas da novela Tempo de Amar, da TV Globo, em 2017, com filmagens que duraram cerca de 20 dias.



Ao lado fica a Casa das Cucas Vitiaceri, abrigada numa casa com arquitetura típica da região, em cujo porão fica a loja do local, onde são vendidas cucas de diversos sabores, além de vinhos, sucos e espumantes fabricados por eles. Tem também um espaço de cafeteria, onde pode-se saborear outras delícias preparadas ali e também oferecem a proposta de piquenique num belo jardim.



E, por último, mas não menos importante, visitamos a Casa da Ovelha, onde participamos de uma degustação de queijos produzidos com leite de ovelhas ali criadas. O local da degustação foi numa casa de arquitetura típica da região, construída em 1917, em cujo porão fica a loja onde podem ser adquiridos os queijos, doce de leite, sorvetes e até cosméticos derivados do leite dos ovinos. A casa, na verdade, é a porta de entrada do parque, que também oferece experiências típicas de uma fazenda de ovinos, onde é possível acompanhar, em determinados horários, a rotina e os afazeres de um espaço como esse. Muito interessante, todos os produtos deliciosos, mas o preço é salgado.




Voltando mais ao centro da cidade, já no início da tarde, fomos almoçar no Restaurante Bene Mangiare. Este tem boa localização, ambiente amplo e climatizado, um buffet variado e bem servido, e atendimento cordial.


Dali, a pé mesmo, fomos todos até na Igreja Matriz Cristo Rei, construída em estilo gótico moderno, inaugurada em 14 de novembro de 1954, mas as torres só foram concluídas em 1978. É muito bonita, tem lindos vitrais, 3 altares, piso ladrilhado e um vão de 40 metros de altura em seu interior. Fica localizada no bairro Cidade Alta, mais precisamente na Praça Padre Rui Lorenzi, que também é muito bonita e ainda estava decorada do Natal, com um belo presépio perto da porta da igreja. Já aproveitamos para um momento de louvor e prece, sempre muito gratas pela proteção divina.


Depois disso fomos fazer check-in no hotel que a agência havia reservado, o Tri Vittoria Bento, também no bairro Cidade Alta. Com um amplo salão de recepção, 2 elevadores, piscina coberta e aquecida, academia, salas de convenções e localização privilegiada, esta é uma boa opção de hospedagem na cidade. O café da manhã era bem servido, com várias opções de doces, salgados, frutas e sucos. O ambiente do hotel era todo climatizado, porém o ar condicionado central apresentou oscilações em alguns momentos. Nosso quarto era funcional, com boas toalhas e roupas de cama, frigobar, secador de cabelos, cofre e demais amenidades. Apesar de um probleminha com a limpeza, que prontamente foi resolvido, recomendamos a estadia ali.


Como tínhamos o resto da tarde livre, após um banho e breve descanso, fomos explorar os arredores. Logo em frente ao hotel fica o L’America Shopping que parecia muito grande olhando de fora. Mas, por dentro, ficamos decepcionadas com as poucas lojas e poucas opções de alimentação. Ponto positivo para o Mercado Apolo e Farmácia Panvel, sempre importantes ter por perto quando estamos viajando.

Andando uns 10 minutos, encontramos o restaurante Steyci Burger, que serve lanches, porções, sorvetes, milk shakes e um chopp geladinho. Fizemos nosso pedido, que já era o jantar, através do tablet disponível na mesa, e fomos surpreendidas quando ele veio à mesa entregue por um simpático robô. Comemos hambúrgueres com batatas fritas e estava tudo muito gostoso. O ambiente é climatizado, o preço justo e o atendimento cordial.


Naquela noite, cansadas demais, fomos dormir super cedo para renovar as energias para o dia seguinte, que seria o último do ano e prometia passeios muito bacanas.
Então na manhã do dia 31 de dezembro, após o café, fomos fazer uma visita guiada, com degustação inclusa, na matriz da Cooperativa Vinícola Aurora, que não ficava longe do hotel. Fundada em 1931, por 16 famílias que tiravam da terra o seu principal sustento, hoje são mais de 1100 famílias associadas. A exportação começou em 1950 e em 2000 a empresa se tornou líder em premiações tanto nacionais como internacionais. São 3 mil hectares de área cultivada, mais de 50 tipos de uvas e uma safra de mais de 70 milhões de quilos por ano. O tour, abaixo do nível da rua, passa por túneis, tanques, adegas, a estátua de Dionísio, que é o deus grego da festa e do vinho, com explicação dos processos de produção e armazenamento da bebida. A visita termina na Cave di Bacco, onde acontece a degustação de alguns rótulos selecionados. Tem duração média de 1 hora. Por fim tivemos acesso a loja, onde é possível adquirir os vinhos, sucos, espumantes e demais bebidas da empresa. Muito bom!







Logo em frente fica a Loja de Artesãos Aurora, que vende produtos variados de artesãos locais, entre artesanato, geleias, camisetas, imãs, chaveiros e lembranças diversas.


Dali nos dirigimos à cidade de Garibaldi, que fica uns 15 minutos distante de Bento Gonçalves, para outra visita guiada, agora na Cooperativa Vinícola Garibaldi. Essa visita não passa por túneis, nem pela fábrica, mas é muito emocionante. Ela exalta a importância das 470 famílias cooperadas para o cultivo dos 1,2 mil hectares de vinhedos e colheita anual perto de 30 milhões de quilos de uvas, do peso das 4 estações do ano para uma safra produtiva e a relevância do trabalho duro para um resultado de sucesso. Passamos por paredes feitas com madeira do interior das pipas onde foi armazenado vinho, que brilhavam pela presença dos cristais de bitartarato de potássio, ou diamantes de vinho, que se acumulam no interior dos tonéis no processo de envelhecimento da bebida. Frases nas paredes do percurso, lembram a alegria causada ao consumir a bebida dos deuses e, um vídeo curto, reproduzido antes da degustação, aflorou as nossas emoções. A degustação aconteceu na sala Primavera, lindamente decorada e perfeitamente conduzida pela guia local, que com muita sensibilidade, ao servir o último rótulo que foi da premiadíssima espumante moscatel, em conjunto conosco fez um brinde à saúde de todos ali, também dos familiares que estavam em casa, e em memória de quem já não estava mais, mas sempre nos acompanha. E nesse momento Deus falou conosco... como sempre fala, é só saber ouvir! A visita termina com acesso à loja da fábrica. Curiosidade: a colheita da uva costuma acontecer de janeiro a março, mas naquele dia, da nossa visita, tinham sido descarregados os primeiros caminhões de uvas, dando início à safra 2026. Ah, e a taça usada na degustação foi brinde, podendo ser levada pra casa, devidamente embalada numa caixinha.






Seguindo, já perto do meio-dia, fomos almoçar no Restaurante Fenachamp, um espaço acolhedor em meio à natureza da Serra Gaúcha. O buffet livre conta com um cardápio variado, com sopas, saladas, carnes, peixe, acompanhamentos e sobremesas deliciosas. Apesar do amplo salão, nossas mesas ficavam na varanda, fechada com vidro e climatizada, com uma bela vista de um lago. O espaço tem um jardim bonito, trilhas em meio à natureza e o atendimento é impecável. Consideramos esse o melhor almoço da viagem. Muito bom!




E na volta ao hotel, a última parada foi no Pórtico Pipa, localizado na entrada principal de Bento Gonçalves, construído em 1985. É todo feito em concreto, tem 17 metros de altura e simboliza as antigas pipas de madeira utilizadas na fabricação e armazenamento do vinho, tão comuns na região. Hoje é um dos cartões postais da cidade, está rodeado por belas hortênsias e tem um pequeno estacionamento que facilita a parada para fotos.


Chegando ao hotel, teríamos aquela tarde livre. Durante o almoço, conversando com colegas da excursão, ficamos sabendo de uma atração que muito nos interessou. Pesquisamos no Google, fizemos uma ligação e conseguimos os ingressos. Fomos nós e as nossas colegas Solange, Irene e Ivone. Andamos por cerca de 12 minutos do hotel e chegamos ao grande galpão do Parque Cultural Epopeia Italiana. Vamos nos esforçar para explicar, mas vai ser impossível transmitir o real sentimento que ali vivemos. Trata-se de uma viagem no tempo, com cerca de 40 minutos de duração, que conta a história da imigração italiana no Brasil. São vários cenários realistas, ricos em detalhes e sons que nos levam de volta ao século XIX. Fomos guiadas por uma atriz, que fazia o papel de Rosa, e contava a história real dela e do marido Lazaro, que cruzaram o oceano em busca de uma vida melhor. Junto com ela, entre um cenário e outro, revivemos os desafios, os sonhos e também as conquistas dessas pessoas corajosas, que saíram de sua terra natal, e aqui ajudaram a construir a identidade da Serra Gaúcha. Tem cenários da Itália, do navio que trouxe os imigrantes, da floresta onde passaram vários dias na chegada, das vilas que foram construindo aos poucos. O espetáculo recria com fidelidade os costumes, as dificuldades, a força e a esperança de tantos imigrantes que pra cá vieram. É uma homenagem viva aos antepassados que moldaram a história da região e proporciona momentos emocionantes de muito aprendizado. Ao fim do espetáculo, uma degustação de bolachas de receita da Rosa e suco de uva branca. Também acesso à loja, onde você pode adquirir produtos diversos como chaveiros, imãs, canecas, cartões postais e até moedas colecionáveis. O ingresso custou R$ 53,00, com direito a meia entrada de quem preenche os requisitos, e vale cada centavo investido. A idealizadora desse espetáculo é a Giordani Turismo, a cuja família se refere essa história, e que também oferece outros serviços, como o passeio de Maria Fumaça. IMPERDÍVEL!








E então, ao cair da tarde, Deus falou conosco mais uma vez, quando coloriu o céu no pôr do sol, nos mostrando as belezas da vida que estão nos detalhes. Esse era um ponto positivo do nosso quarto no hotel... a vista ao entardecer era sempre muito bonita.

Para o jantar dessa noite da virada, como a programação era livre, nós e mais algumas pessoas do nosso grupo compramos a ceia oferecida pelo hotel. Na sala, um painel temático para fotos, mesas postas, música ao vivo e um cardápio que incluía entrada, prato principal e sobremesas. Essas são questões de gosto muito pessoal, mas, por fim, nem tudo nos agradou. Desde o ar condicionado que deu pane e deixou a sala quente, até o sabor da comida e o repertório musical. Por fim, para se desculpar pelo desconforto causado pelo problema da climatização, a gerente do hotel liberou uma garrafa de espumante por mesa e abriu acesso a uma sala na cobertura do hotel, de onde pudemos avistar alguns fogos da cidade. Não foi nada espetacular, mas foi bacana, por estarmos num lugar diferente, vivendo uma experiência nova.


E o primeiro dia do novo ano já começou cedo, pois após o café e check-out do hotel, precisamente às 8h, partimos em direção à cidade de Gramado, que fica a 2 horas de distância.
Lá, nossa primeira parada foi no portal da cidade, vindo de Nova Petrópolis. Construído em estilo bávaro, para dar boas-vindas aos visitantes, foi inaugurado em 6 de janeiro de 1973. Além de muito bonito, é cercado por jardins bem cuidados, que agora estavam tomados pelas flores hortênsias e rende belas fotos.

Seguindo, fomos até a loja de fábrica da Chocolates Gramadense, que é uma das várias marcas de chocolates artesanais da região. A loja é enorme, tem muita variedade de produtos, espaço para tomar um café e o chocolate é gostoso, mas também nada tão ‘uau’ assim. No meio da loja, uma grande piscina de bolinhas com playground para crianças até 12 anos. Tem vários atendentes, a decoração é bem bonita, mas o preço, como de qualquer outro chocolate artesanal, é mais salgado.



Logo ao lado dessa, fica uma das lojas da Chocolates Florybal, que é toda temática e mágica já desde a entrada e oferece uma experiência lúdica, que une chocolate, fantasia e entretenimento pra toda a família.
No mesmo segmento de chocolates artesanais, o preço também não é tão atrativo, mas os produtos realmente são diferenciados.


Nesse dia o almoço foi na Churrascaria Sabor de Gramado, que ficava ali por perto. O buffet livre contava com uma boa variedade de saladas e acompanhamentos, a carne era servida diretamente da churrasqueira pro prato, à sua escolha. Tinha música ao vivo, mas o ambiente era apertado e um pouco caótico, devido ao grande movimento. Em relação ao sabor, nada muito marcante, inclusive algumas carnes estavam duras. Enfim, é uma boa opção, mas não nos convenceu.


Após o almoço, fomos ao centro de Gramado, para conhecer alguns pontos turísticos por lá.
O primeiro deles foi a Rua Emílio Sorgetz, mais conhecida como ‘Rua Torta’, ponto turístico gratuito que lembra uma estrada sinuosa, ladeado por lindos canteiros floridos, inspirada na Lombard Street na Califórnia. É muito visitado para tirar fotos e sentir o charme da cidade, pois o cenário é realmente pitoresco. O espaço ali é disputado e conseguir fazer uma foto sozinho é praticamente impossível.

Depois fomos conhecer a Igreja Matriz de São Pedro, de orientação católica, erguida originalmente em madeira no ano de 1917 e em pedras basálticas vinte e seis anos mais tarde. Tem uma torre de 46 metros e seus vitrais coloridos contam as passagens da vida do apóstolo Pedro ao lado de Jesus Cristo. Com estilo românico e traços simples, sua arquitetura é muito bonita e tem o apreço dos moradores locais e visitantes. No interior, bancos de madeira e lustres imponentes deixam o ambiente aconchegante. Logo em frente tem uma praça com estátuas em homenagens aos apóstolos.


E ao lado da igreja fica a Fonte do Amor Eterno, outro ponto turístico gratuito da cidade, onde casais apaixonados prendem cadeados simbolizando seu amor e depois jogam as chaves na água. É inspirada na Fontana di Trevi da Itália. Proporciona um belo cenário para fotos e os cadeados podem ser adquiridos em lojas do entorno, por algo entre 30,00 e 50,00 reais. Não prendemos nenhum cadeado nas grades, mas elevamos nosso pensamento em favor do amor próprio, e fizemos a tradicional foto.

Em seguida fomos ao famoso Lago Negro, que é um lago artificial criado em 1942 após um incêndio na região. Leva esse nome devido às diversas mudas de árvores da Floresta Negra alemã que foram plantadas no entorno, trazendo muita beleza e charme ao local. A trilha ao redor do lago tem em média 800 metros e proporciona momentos relaxantes e de contemplação. Vários pedalinhos em formato de cisne são outra atração muito disputada. Com áreas de grama e sombra para piquenique, bancos espalhados entre as árvores, é um lugar realmente muito agradável. O local também conta com restaurante, feirinha, loja de artesanato. A visita ao lago é gratuita, porém o passeio de pedalinho é pago. Por ali também fica o Parque Alemanha Encantada, com a Torre da Rapunzel que tem 20 metros de altura e oferece uma bela vista da região. Para acessar esse parque, também se paga um valor de ingresso.


Outra coisa que não podemos deixar de citar, é como nessa época do ano as cidades por lá estão floridas, tomadas pelas flores hortênsias, que embelezam a beira das estradas e os jardins de casas e parques. Maravilhoso!


E dali seguimos para a cidade de Canela, que fica uns 15 minutos distante, para visitar a belíssima Catedral de Pedra, que é a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, que está entre as 10 melhores atrações turísticas do nosso país e em 2010 foi eleita como uma das Sete Maravilhas do Brasil. Em estilo gótico inglês, tem torre com 65 metros de altura, belíssimos vitrais coloridos, 12 sinos de bronze italianos e capacidade para até 800 pessoas. Construída a partir de 1953, o local também tem um acervo de vestes e arte sacra e permite visitas na torre que proporciona uma bela vista. Na praça em frente fica o letreiro da cidade.




Sendo essa a última visita da viagem, demos início ao retorno para casa, fazendo uma parada para jantar na Parada Graal de Imbituba|SC, mas essa, ao contrário daquela onde paramos na ida, não nos impressionou tanto e tinha menos opções de lanches.
Conclusões:
Viajar em excursão exige disciplina e comprometimento por parte do grupo, para que sejam cumpridas as regras e horários e tudo corra dentro da programação, para otimizar o tempo e a viagem render bem. Caso você não seja uma pessoa disciplinada, não é uma boa opção, pois pode prejudicar toda a turma.
É necessário ser prático e objetivo, pois o tempo é contado em cada visitação. Então não dá pra demorar com muitas poses nas fotos, nem escolher demais na hora das compras.
Foi cansativo, pelo fato de não estarmos habituadas com esse ritmo cronometrado, nem com noites mal dormidas em ônibus.
Mas, também foi muito divertido, conhecemos pessoas muito legais que gostaríamos de reencontrar algum dia e vivemos momentos lindos, que vamos lembrar pra sempre! Então, depois de uns dias de descanso, já estamos preparadas pra outra!
Observações:
O pacote de viagem rodoviário que compramos, por um preço bastante atrativo, incluía hotel, todos os cafés da manhã, todos os almoços, as visitas com degustação nas vinícolas Aurora e Garibaldi e o city tour por Gramado e Canela.
O guia que nos acompanhou pela Moser Turismo, Roger, foi muito prestativo e gentil durante toda a viagem, orientando-nos em relação aos valores dos locais e dando dicas para os momentos livres. Toda a transação foi feita com ele, desde a compra do pacote, até o fim da excursão.
Em relação ao ônibus, da empresa Premier, temos algumas ressalvas, inclusive com alguns perrengues, mas que por fim viraram comédia e momentos descontraídos.
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